29 de Setembro, Dia do Coração: Como a ansiedade e estresse afetam o órgão

Uma pesquisa recente da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ) no Brasil, mostrou que os casos de estresse e ansiedade aumentaram em 80% com o distanciamento social. Ambos fatores podem ser responsáveis por doenças cardiovasculares, uma classe de doenças que afetam o coração ou vasos sanguíneos como doenças arteriais coronárias, a angina de peito, AVC, ataque cardíaco, entre outras. Pensando neste tema tão atual, o neurocientista e neuropsicólogo Fabiano de Abreu resolveu ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto.

“A ansiedade faz parte do instinto de sobrevivência humano, entrando em ação quando há pendências de resolver um ou mais problemas, é a fuga do perigo ou qualquer situação que precise de uma ação rápida de resposta. O estresse está vinculado à ansiedade e se confunde com ela, mas a diferença é que o estresse, como uma reação, vem quando as situações demandam mais energia e/ou não conseguimos lidar da maneira e/ou tempo esperado. Quando nosso organismo se sobrecarrega de tensão, essa pressão causa o estresse. Ambas as situações alteram nosso organismo e, em resposta, nossos mensageiros químicos que controlam o humor, bem-estar, sono, memória, medo, aprendizado, frequência cardíaca, felicidade, etc., alteram trazendo reações químicas e fisiológicas. “, Inicia o cientista.

Segundo Abreu, “Toda essa “pressão” da ansiedade e do estresse, prejudica o coração. Essa situação acontece porque os neurotransmissores, que são mensageiros químicos no cérebro, sofrem um desequilíbrio quando sofremos de ansiedade potencializada e/ou contínua assim como o estresse. A produção de adrenalina e a noradrenalina, produzidas também nas glândulas suprarrenais como hormônio, aumentam quando estamos ansiosos ou estressados aumentando os batimentos cardíacos e a pressão arterial podendo levar ao ataque cardíaco. Já o cortisol, hormônio regulador do estresse produzido nas glândulas suprarrenais, pode causar a morte em pessoas que já tenham doenças cardiovasculares. Os níveis elevados de cortisol na corrente sanguínea gera aumento da frequência cardíaca e do nível de açúcar no sangue, diminui a produção de insulina e constrição dos vasos sanguíneos.”.

“A amígdala, região do cérebro buscada quando estamos ansiosos e estressados já que é onde se localizam as memórias de medos, traumas e instintos, é responsável por informar à medula óssea quando ela deve produzir mais leucócitos (glóbulos brancos), para dar ao corpo meios de combater as infecções causadas pela ansiedade ou estresse. É uma resposta inata a uma situação de insegurança como mecanismo de sobrevivência e as mesmas respostas inatas são desencadeadas por problemas emocionais como a ansiedade e estresse. Este processo coloca a amígdala sob pressão constante para encomendar a criação de glóbulos brancos que pode levar as artérias a desenvolver inflamações acarretando em problemas cardiovasculares que afetam o coração.”, continua a explicação.

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